PARCERIA FORNECEDOR X INDÚSTRIA: RESULTADOS GARANTIDOS

Atualizado: 16 de Jul de 2018



Por Egle Leonardi


A terceirização – transferência de serviços e produção para empresas especializadas – garante melhorias na gestão, inovação e avanços tecnológicos nas indústrias ligadas aos setores farmacêutico, veterinário e cosmético.


Isso já está estabelecido no mercado mundial. No entanto, é fundamental que haja uma parceria muito próxima para garantir competitividade e produtividade, principalmente em setores como análise de controle de qualidade, cartonagem, consultoria, analítica etc.

“Essa tendência funciona para suprir demandas de produtos e serviços com mais qualidade e preços competitivos. Além de tudo, as empresas terceirizadas parceiras oferecem a mão de obra mais qualificada do mercado, na medida em que têm mais agilidade em seus processos e se atualizam mais rapidamente”, afirma o diretor do Ephar Instituto Analítico, Poatã Casonato.


Para a analista da Garantia da Qualidade Pleno do Laboratório Cristália, Adrielly Mota Campos, a terceirização está sendo usada pelas empresas como uma das estratégias de gestão e um posicionamento mais competitivo no mercado, uma vez que o investimento em terceirização, na maioria das vezes, compensa mais que investir em equipamentos e pessoas.


“É necessário estruturar a área, as atividades e designar pessoas para fazer o gerenciamento e acompanhamento da prestação do serviço. Quanto mais estreita a relação do prestador e do contratante, melhores têm sido os resultados”, comenta ela.

A diretora da MD Consultoria, Daniela Silva, que atua na área de qualidade, qualificação e validação para indústrias Life Science (farmacêuticas, cosméticas, veterinárias e produtos para saúde), defende que, terceirizando os serviços, a empresa consegue otimizar seu tempo e ganhar produtividade: “Claro que a empresa deve ter um programa bem robusto de qualificação do fornecedor, exigindo dele o mesmo nível de qualidade da própria empresa”.


Já Fernando Mota, que é especialista em Garantia da Qualidade no Aché Laboratórios Farmacêuticos, vê dois caminhos: “Um, com certeza, é o ganho de produtividade e economia, visto que a empresa terá uma equipe reduzida, focada em produção e vendas. O outro, porém, é muito arriscado, pois a qualidade do produto pode ser comprometida, devido à cobrança da empresa terceirizada por resultados e agilidade na liberação de produtos”. Ele defende que é preciso um controle muito assertivo a respeito dos fornecedores, desde a contratação, até a qualificação e a metodologia de trabalho.

“Quando se tem a parceria efetiva entre cliente e fornecedor, levando-se em consideração resolução dos problemas e atendimento às necessidades, observo que para qualquer indústria, não somente para a farmacêutica, a relação custo X benefício relativa ao produto final poderá ser muito maior do que possuir retrabalhos e não conformidades, além, da efetividade operacional que o fornecedor poderá contribuir com profissionais mais qualificados e especialistas no serviço prestado em si”, defende a responsável de Serviço Técnicos da Link Tecno, Margarete Miyuke Nagata, que oferece serviços de consultoria, projeto, instalação industrial e qualificação em sistemas de ar comprimido e gases medicinais.


Fornecedor qualificado


Para Adrielly, o mais importante é o fornecedor ser qualificado no serviço que presta, pois se está contratando uma empresa para realizá-lo é porque não há recursos para fazê-lo internamente. “Precisamos de um serviço de qualidade e que atenda aos prazos pré-definidos. O fornecedor deve seguir as legislações da Anvisa e as demais que forem necessárias”, destaca ela.


Seus maiores desafios na contratação de um fornecedor é o distanciamento entre as necessidades e as expectativas da empresa naquilo que tem sido oferecido pelos terceiros. Ela ressalta também as dificuldades no cumprimento de prazos.

“Atualmente, acredito que um ponto importante no fornecedor é ser ético. Digo ética profissional, se comprometendo a oferecer um serviço técnico de qualidade e que não coloque o cliente em situações de risco”, fala Margarete.


Em termos de desafios, ela diz que, diferentemente de alguns segmentos que não se utilizam de controles de processos (protocolos de qualificação e validação), talvez o grande obstáculos ao atender clientes farmacêuticos de grande porte é poder mostrar e evidenciar o propósito de um serviço e produto no seu valor técnico, quando a oferta de fornecedores é elevada.


“Nós, como fornecedores, necessitamos trabalhar sob condições que garantam a qualidade dos serviços e produtos oferecidos. Portanto, justificar para o cliente que o custo para se manter a qualidade do serviço implica no aumento do preço de venda é um grande desafio. Talvez, se a interação dos departamentos de suprimentos x validação x engenharia fosse mais efetiva, as falhas nos processos de qualificação seriam amenizadas”, defende Margarete.


Palavra-chave é parceria


“Além de bons preços, busco empresas em que posso contar em momentos de emergência. Atendimento fora do horário comum, resolução rápida de problemas, boa documentação são itens primordiais na busca por prestadores de serviços”, defende Mota.

Ele afirma que as empresas parceiras não são simples de se encontrar, principalmente devido a muitos contratos com outras empresas, agendas comprometidas, atendimento robótico, entre outros. “Quando se encontra uma boa empresa, procuro tratar os mesmos com muita cortesia e educação. Já fui um prestador de serviços também, e sei como é ruim quando o contratante não respeita os colaboradores da empresa”, relembra Mota.


Já Daniela destaca que um fornecedor deve ter a expertise de vivenciar, explorar e conhecer várias culturas diferentes de empresas e de estratégias de trabalhar. Com isso, ele consegue moldar seu trabalho sendo flexível e obtendo um nível maior de qualidade e conquistando uma parceria duradoura.


“O maior desafio nessa relação não é atender aos clientes de grande portes, mas a falta de comunicação assertiva durante a contratação do trabalho, o que pode gerar frustração tanto para o cliente como para o fornecedor”, comenta Daniela.


Para Casonato, o processo de terceirização em uma companhia deve considerar vários fatores, como a redução de custos e principalmente o foco na sua atividade-fim. “Claro que a terceirização precisa estar em conformidade com os objetivos estratégicos da organização, no entanto, o sucesso desse relacionamento está baseado na parceria e, principalmente, na confiança técnica e profissional”, finaliza o diretor.

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